Pare, se entenda

Um dia acordei chorando com uma angústia no peito, respirei fundo e me perguntei: o que posso fazer para confortar e acalmar essa agonia, coração? O coração ficou calado, como esperado. Pensei em gritar, ligar para o responsável pela dor, pensei em me debruçar na janela e sentir o vento tocar meu rosto ou sair correndo até a estrada acabar, até que me veio uma luz e pensei em escrever sobre essa agonia.

Sempre fui boa com palavras escritas, nunca faladas, sempre tive medo da minha garganta prendê-las antes mesmo que pudessem sair ou que soassem da forma errada. Na escrita, encontrei uma forma mágica de colocar essas palavras para fora, escrevendo com todo o meu sentimento, deixando que meu coração ou minha mente passem pelos meus dedos e se transformem em belas palavras em uma tela ou um papel. 

As palavras precisam sair da gente de qualquer forma porque quando as palavras não se encaixam, elas fazem nó. E ter um nó dentro de nós é difícil, e fica mais difícil porque nunca é um só, ele se entrelaça com fios soltos e vai formando vários nós, nós que nos sufocam.


Noventa e nove por cento dos sentimentos que nos fazem mal tem cura, mas nenhum deles vai se curar se não soubermos o que está acontecendo. Se as palavras não se encaixarem, a gente não consegue entender a raiz do problema para cortá-la e a ordem natural das coisas diz que tudo de ruim precisa ir embora ou se transformar.

Entenda o que está acontecendo, conheça cada parte sua, assim vai perceber quando algo não está indo bem. A arte de entender e falar sobre nossos sentimentos ajuda a transformá-los em energia para acabar com qualquer coisa negativa. Acordou diferente? Tudo bem, pergunte, anote, leia, entenda e vai lá, você consegue mudar isso, você vai saber como transformar seus dias chuvosos em dias de sol quando enxergar o que está sobrecarregando sua nuvem.

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